Em "Quando as borboletas saem do casulo", o leitor acompanha a história da jovem Mari. Em um dia comum na escola, a professora passa um filme e todos os alunos da sala choram com o final emocionante, menos ela, então um coleguinha aponta para Mari e diz que ela não tem sentimentos.
Encucada com aquela frase, a garota vai pra casa e se dá a missão de capturar os sentimentos. Para isso, ela pega uma caixa de sapato do pai e, sempre que tem contato com um novo sentimento, escreve seu nome e coloca lá. Entretanto, Mari tem um amigo imaginário que é poeta, chamado Sol, e ele fala que os sentimentos transformados em palavras, fogem, mas se forem transformados em poesia, ficam.
Essa busca é o que estrutura o livro, emocionando leitores de diversas idades com a escrita poética e contemporânea de Anderson Shon.
"Em um tempo no qual a violência e a intolerância lamentavelmente estampam os meios de comunicação em geral, a história de uma menina que busca sentimentos e os guarda numa caixa traz à tona uma questão:
Não será a poesia o melhor remédio para um mundo individualista?" — Fernando Oberlaender